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Perdi meu emprego na crise: e agora?

Perdi meu emprego na crise: e agora?

Um dos maiores impactos em época de crise trata-se do desemprego. Neste momento, é claro, não está sendo nada diferente. Muitos já foram dispensados, outros estão correndo o risco iminente, além daqueles que já sofreram o impacto parcial com a redução de sua jornada e consequentemente do seu ganho financeiro.

Para o primeiro grupo (aqueles que já estão disponíveis para o mercado) as perguntas diárias são as mesmas: e agora? Como vai ser? O que eu faço? Continuo a procurar por alguma oportunidade? 

A resposta para estes questionamentos é única: SIM! Primeiramente, porque existem diversos setores que não desaceleraram e contrariando o cenário atual continuam contratando. Setores da área de saúde, farmacêutico, tecnologia, e-commerce, entre outros, estão com oportunidades. Em segundo lugar, porque existem várias formas de se enxergar o valor do trabalho e é esta reflexão que convido o leitor a fazer comigo.

Embora muitos utilizem os termos trabalho e emprego como sinônimos, existe uma diferença sutil entre eles. Para muitos autores especializados em Gestão de Pessoas, emprego é uma atividade alienada em que o profissional atua por mera necessidade financeira, distante de algum tipo de apreciação e muitas vezes modelado na relação de um empregado e um único empregador. Já o trabalho é um conceito que está pautado em projetos, metas, objetivos e sonhos. O trabalho vai além da necessidade financeira, tratando-se de um caminho para a realização pessoal.  

Antes mesmo de estarmos passando por esta pandemia, já existiam vários estudos inclinando para uma forte tendência em mudarmos as relações de trabalho pelo mundo. Aqui no Brasil, por exemplo, a Nova Reforma Trabalhista de 2017 já instituiu algumas ações e flexibilizações para uma nova relação entre empresas e profissionais.

Ao que tudo indica, as novas relações de trabalho estarão pautadas de uma forma mais ampla onde o profissional terá uma oportunidade de criar “um portfólio de empregos”, ou seja, atuar sob demanda para diferentes empresas, ocupando-se de maneira integral.

Mais do que nunca, apesar de todo o prognóstico desastroso da crise, os profissionais de áreas especializadas terão diferentes oportunidades. Surge uma nova tendência para cada um de nós trabalharmos integralmente em diferentes locais através de uma série de projetos obtidos muitas vezes por nossas redes de contatos. Inclusive, hoje já existem diferentes plataformas digitais que já recrutam desta forma. Workana e Alstra são alguns exemplos.

A beleza deste modelo não consiste apenas como uma alternativa para tempos de crise. Muito pelo contrário, a beleza deste modelo é que ele viabiliza um formato para você inovar e estar conectado a diferentes Organizações da Nova Economia, onde o seu trabalho deixa de ser a atividade principal para se tornar um meio para a entrega de valor (seu conhecimento). Não pense que isso só acontece com empresas de tecnologia.  Várias organizações já contratam este modelo para diferentes áreas, inclusive BackOffice.

Contudo, para você “virar a chave” e começar a enxergar sua relação de trabalho de maneira diferente é preciso fazer algumas tarefas de casa. A Plug RH, empresa especializada em Gestão de Pessoas, te convida a conhecer este trabalho detalhadamente, mas basicamente as primeiras ações são:

·         Seja estrategicamente ativo nas redes sociais, principalmente no Linkedin;

·         Destaque em seu perfil profissional seus principais projetos;

·         Comece a ativar e a cativar seu networking (pessoas da sua rede de contatos);

·         Foque no seu autodesenvolvimento.

Existe uma nova jornada cheia de desafios pela frente e a forma como cada um de nós vamos olhar para estas mudanças será de determinante importância neste novo contexto complexo. Longe de mim parecer romântica, mas será que não temos aí uma oportunidade? O que será que precisamos para sermos profissionais melhores: trabalho ou emprego?

Help.Lab
Simone Martins
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Psicóloga, com MBA em Gestão de Pessoas e Coach Executivo certificado pelo ICI / ICF, está no mercado há mais de 20 anos conectando pessoas e organizações. É fundadora da PlugRH, consultoria especializada em gestão de pessoas, processos e mudanças.

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